Ministro disse ser necessário pensar bastante antes de conceder novo auxílio emergencial. Para ele, não se pode declarar guerra a toda hora
 
RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES
 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta terça-feira (26/1), ser necessário bloquear gastos com Saúde, Educação e Segurança Pública, por exemplo, para voltar a oferecer o auxílio emergencial, benefício pago após o estopim da crise da pandemia.
 
Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), capitão reformado do Exército Brasileiro (EB), o ministro comparou a atual situação do país a uma guerra, em que não se pode ter aumento de salários nem entregar medalhas antes do fim da batalha.
 
“Quer criar o auxílio emergencial de novo? Tem que ter muito cuidado. Pensa bastante. Porque, se fizer isso, não se pode ter aumento automático de verbas para educação, para segurança pública”, disse, em videoconferência realizada pela Credit Suísse.
 
“Durante a guerra, é fazer armamento. Pega os episódios de guerra aí e vê se teve aumento de salário durante a guerra, se teve dinheiro para saúde, educação… não teve, é dinheiro para guerra”, complementou o ministro da Economia.
 
Na prática, o economista formado na Escola de Chicago não bateu o martelo sobre a prorrogação, ou não, do auxílio emergencial, mas deixou claro ser preciso pensar “10 vezes” antes de apertar o botão para acionar a “bomba atômica”. E, segundo ele, não se pode declarar guerra a todo momento.
 
Guedes criticou também quem pede o dinheiro (como o do auxílio), recebe e sai correndo sem pagar. “Seja o caso de pandemia, seja o caso de desastre ambiental, o presidente Bolsonaro vai deixar um legado para esse tipo de crise no futuro”, disse.