O primeiro deve ocorrer neste domingo (28/2), em frente à casa de Ibaneis Rocha, no Lago Sul. Outro será na segunda (1º/3), no Buriti
 
Rafaela Felicciano/Metrópoles
 
 
Empresários do Distrito Federal que não concordam com o novo lockdown imposto pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) preparam dois protestos contra as medidas que visam frear a escalada de casos da Covid-19 na capital. Diversos grupos já foram formados em aplicativos de troca de mensagens como WhatsApp e Telegram.
 
A princípio, o primeiro protesto está marcado para acontecer neste domingo (28/2), em frente à casa de Ibaneis, no Lago Sul, às 11h. Já a segunda manifestação deve ocorrer na segunda-feira (1º/3), às 9h, em frente ao Palácio do Buriti.
 
Um áudio tem circulado com críticas ao fechamento do comércio e sendo utilizado como mote.
 
“Qual o intuito desse grupo? Fazer uma mobilização de manifestação contra essa decisão absurda do governador Ibaneis, tá ok? Provavelmente uma carreata, nós vamos nos organizar aqui para fazer algo realmente incisivo contra essa restrição da nossa liberdade”, diz a pessoa.
Uma das manifestações já tem até banner pronto - Reprodução
 
“Não fico feliz, mas é necessário”, diz Ibaneis
 
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), usou o Twitter na noite desta sexta-feira (26/2) para explicar a decisão de um novo lockdown no DF a partir deste domingo (28/2). Ele diz não estar feliz com a medida, mas afirma ser necessária para frear a disseminação da Covid-19 na capital.
 
“Decretamos lockdown total hoje depois de reunião com técnicos da Secretaria de Saúde. A medida já passará a valer a partir da meia-noite de domingo. Nós, infelizmente, tivemos que optar pelo fechamento total do comércio porque a taxa de ocupação de leitos ultrapassa os 98%”, disse o governador na primeira publicação.
 
Logo após, Ibaneis completou: “Não fico feliz com a decisão, sei que vai impactar na vida de milhares de pessoas, mas é necessário frente à gravidade da situação. Ficam proibidos de funcionar estabelecimentos como bares, restaurantes, museus, academias, etc. Serão mantidas apenas as atividades essenciais”.
 
Confira:
 
 

 

 
O que fecha e o que abre
 
De acordo com o texto, são atingidos diretamente shoppings, restaurantes, bares e lojas de roupa, além de comércios em geral. Pela determinação do Palácio do Buriti, todos esses estabelecimentos, incluindo academias, teatros, cinemas, escolas, faculdades e universidades, não poderão funcionar durante a vigência do decreto.
 
Segundo o documento, ficam suspensos:
 
- Eventos, de qualquer natureza, que exijam licença do poder público;
- Atividades coletivas de cinema e teatro;
- Atividades educacionais em todas as escolas, universidades e faculdades, das redes de ensino pública e privada;
- Academias de esporte de todas as modalidades;
- Museus;
- Zoológico, parques ecológicos, recreativos, urbanos, vivenciais e afins;
- Boates e casas noturnas;
- Atendimento ao público em shoppings centers, feiras populares e clubes recreativos;
- Estabelecimentos comerciais, de qualquer natureza, inclusive bares, restaurantes e afins;
- Salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos;
- Quiosques, food trucks e trailers de venda de refeições;
- Oficinas de lanternagem e pintura;
- Comércio ambulante em geral;
- Construção civil.
 
Ficam abertos:
- Supermercados
- Hortifrutigranjeiros;
- Minimercados;
- Mercearias;
- Postos de combustível;
- Comércio de produtos farmacêuticos;
- Hospitais, clínicas e consultórios médicos e odontológicos, laboratórios e farmacêuticas;
- Clínicas veterinárias;
- Comércio atacadista;
- Lojas de medicamentos veterinários ou produtos saneantes domissanitários;
- Funerárias e serviços relacionados;
- Lojas de conveniência e minimercados em postos de combustíveis exclusivamente para a venda de produtos;
- Serviços de fornecimento de energia, água, esgoto, telefonia e coleta de lixo;
- Lojas de material de construção;
- Cultos, missas e rituais de qualquer credo ou religião.
 
Veja o decreto:
 
 
 

 
Foram mantidos os serviços considerados essenciais e de extrema utilidade pública: saúde, segurança, vigilância sanitária, comunicação, assistência social, órgãos de fiscalização do consumidor, além da coleta do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e das fiscalizações da Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal), e da Receita do Distrito Federal.
 
Antes da publicação do decreto, a previsão era de que as medidas começariam a valer na segunda-feira (1º/3), mas foram antecipadas para 0h01 de domingo (28/2).
 
Fonte - Metrópoles